Só que atualmente ninguém mais quer saber de ninguém, além de si mesmo. Todos uns cínicos. Se houvesse mais alguém em Porto Alegre, sei lá, um passante do outro lado da rua observando a parada de ônibus, o sujeito jamais veria duas pessoas encharcadas num encontro amoroso acidental. Mas sim, uma bela garota molhada e um retardado com os cabelos mal cortados, ambos em apuros. Só que não há outras testemunhas, além de nós. Estão todos na praia.
Não sei porque a população se defende tanto do que realmente quer. Aposto que a maioria daria o braço a torcer, se ganhassem uma chance. Só que talvez, para isso acontecer, elas precisariam enxergar muito além das paradas de ônibus. E mesmo sabendo que grande parte nunca terá essa sorte, meu conselho é não desistir. E ir com frequência ao oftalmologista.
Ou, quem sabe, apaixonar-se não seja só uma questão de sorte ou de interpretação; mas de estilo de vida. Não sei, e agora não tenho tempo. Há uns telefonemas importantes que preciso dar.
Não sei porque a população se defende tanto do que realmente quer. Aposto que a maioria daria o braço a torcer, se ganhassem uma chance. Só que talvez, para isso acontecer, elas precisariam enxergar muito além das paradas de ônibus. E mesmo sabendo que grande parte nunca terá essa sorte, meu conselho é não desistir. E ir com frequência ao oftalmologista.
Ou, quem sabe, apaixonar-se não seja só uma questão de sorte ou de interpretação; mas de estilo de vida. Não sei, e agora não tenho tempo. Há uns telefonemas importantes que preciso dar.
Gabito Nunes.
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